Dicionário do vinho: 5 termos que você precisa conhecer

Já aconteceu de você estar conversando ou pesquisando sobre vinhos com alguém e se deparar com alguma palavra completamente estranha ou até um pouco familiar, mas sem entender o sentido? Se a resposta for “sim”, não se preocupe. O universo que envolve toda a produção, cultivo, distribuição e apreciação de vinhos é cheio de nomenclaturas e termos técnicos que, muitas vezes, podem acabar causando dúvidas.

Pensando nisso, agrupamos os principais conceitos no que será uma espécie de Glossário do Vinho, explicando o significado e contextualizando os principais termos para que você nunca mais se perca no meio de uma conversa, soando como um profissional!

E então? Vamos lá?

  1. 1.Cepa

    Cepa

As cepas podem ser chamadas também de castas, uvas ou variedades.

Ao falar profundamente sobre vinhos, é difícil nunca ter ouvido a expressão “cepa” pelo menos uma vez. Por mais que você não se lembre logo de cara desse nome, não se preocupe: as cepas podem ser denominadas de diversas outras maneiras e podem ser chamadas de castas, uvas ou variedades.

Cabernet Sauvignon, Merlot e Malbec, por exemplo, são cepas que vieram de uma única espécie, a vitis vinifera. Ela é a mais conhecida e cultivada mundialmente e é possível dizer que existem mais de 10 mil cepas diferentes apenas dentro dessa única espécie!

É muito importante conhecer a cepa de um vinho antes de comprá-lo, pois esse é um dos principais fatores a serem levados como referência. Cada tipo de uva tem uma característica diferente, como a grossura da casca e sua densidade, por exemplo.

E os sabores de cada uma também são bem diferentes. Por isso, é muito bom saber de antemão se você prefere um Merlot ou um Malbec. São dois estilos distintos para experimentar!

  1. Terroir

Terroir

O terroir é marcado por condições climáticas, humanas e ambientais

A expressão em francês é igualmente muito popular na rotina de quem entende e conversa muito sobre vinhos.

Terroir é a soma de todas as condições climáticas, ambientais e humanas, que podem agir sobre a produção da bebida. Solo, clima e região são três fatores-chave. Por exemplo, de acordo com o terroir, é possível avaliar qual uva é a melhor para ser cultivada em alguma propriedade.

Isso acontece pois as condições do ambiente são fundamentais para que um tipo de cepa seja aproveitado em sua maior essência, produzindo bebidas de maior qualidade e melhor sabor.

Depois de a ciência ter passado por grandes evoluções, inclusive no cultivo e plantio de uvas — o que faz com que atualmente seja possível produzir vinhos em praticamente qualquer lugar do mundo —, pode parecer que o terroir não é tão mais importante, certo? Errado! Ele ainda diz muito em relação à reputação do seu vinho.

Pense só: um vinho Pinot Noir produzido na Borgonha, no centro-oeste francês, onde a variedade se originou há mais de dois mil anos, pode ter muito mais valor e pode ser muito mais apreciado do que outro modelo da mesma uva, porém cultivada em um país ou região diferente, por exemplo. O sabor das duas bebidas também será completamente diferente.

  1. Tanino

tanino

O tanino é um fenol presente no vinho

Um dos componentes mais importantes quando falamos de vinhos, o tanino tem influência direta no sabor e na longevidade da bebida.

Definindo cientificamente, o tanino é um fenol. Ele está presente em todos os caules, sementes e frutas verdes da uva e serve, principalmente, como proteção para a planta e seus frutos, quando ainda estão verdes.

Nos vinhos, o tanino se encontra (além de dentro das partes verdes, que não são vinificadas), nas cascas das uvas. Ele pode definir a textura, coloração e sabor da bebida. Quanto mais grossa a casca, maior a quantidade de taninos. Cabernet Sauvignon, Tannat e Sangiovese Grosso são alguns exemplos produzidos com uvas de casca grossa, ou seja, com grande concentração de tanino.

Esse componente vai amadurecendo com o passar do tempo, sendo a vinificação o momento mais importante de entender a quantidade de taninos que existe na uva para que, assim, exista uma maior adequação do tanino com o vinho.

Caso o processo não seja realizado de forma correta, é possível que o sabor do vinho sofra com modificações não tão agradáveis. Tanino demais, geralmente, resulta em vinhos extremamente secos, que “pregam” na boca, como uma banana verde, por exemplo.

Vinhos brancos praticamente não têm taninos, por causa das diferenças que envolvem a fermentação desse tipo da bebida. Ela é realizada sem a casca e a semente da fruta, que são justamente onde a maioria dos taninos se encontra.

  1. Corpo

corpo do vinho

O corpo do vinho é quanto ele pesa no paladar

Já ouviu alguém dizer que um vinho é muito ou pouco “encorpado”? A expressão é popular e seu significado pode ser explicado com facilidade.

Sim, um vinho tem corpo! Ele é a forma como o vinho “pesa” em nosso paladar, ou seja, como sua textura age na hora de degustar.

Você já reparou que quando bebe um suco de laranja sente o líquido de maneira diferente do que quando bebe um de manga, por exemplo? A segunda opção é mais densa, grossa, enquanto um suco de laranja é considerado mais leve e refrescante.

Com os vinhos funciona da mesma forma. Vinhos mais encorpados dão uma sensação de densidade maior, além de serem mais aveludados e próximos do mastigável. O sabor desse tipo de vinho é persistente e permanece por mais tempo na boca. Vinhos leves são menos encorpados, ou seja, mais “fáceis” de beber. Além de terem um menor teor alcoólico, são considerados menos concentrados.

Leve isso em consideração ao harmonizar um bom vinho com algum prato. Vinhos encorpados caem melhor com carnes mais robustas, como a picanha, assim como queijos mais duros e secos. Já os mais leves combinam bem com queijos cremosos, massas com molhos suaves, peixes e frutos do mar.

  1. Safra

Safra

A safra é o ano em que foi feita a colheita da uva

A safra também é um dos fatores mais importantes na hora de escolher um vinho.

Não é preciso muitas linhas para defini-la: é o ano presente no rótulo da bebida, ou seja, o ano em que foi feita a colheita da uva que compõe aquele vinho em questão.

Para alguns tipos de vinho, quanto mais velhos, melhor eles ficam. Isso acontece porque têm mais tempo para desenvolverem seu sabor, aroma e textura. Outros tipos, porém, se dão bem se consumidos jovens e recém-cultivados.

Preste atenção à safra do vinho na hora de comprá-lo. Fique de olho em como foram as condições climáticas daquele ano em questão e de fatores naturais externos, que podem variar de ano a ano em uma mesma região. Eles terão, com toda a certeza, total influência no sabor da sua bebida.

Após navegar por nosso Dicionário do Vinho, acredita que conseguiu sanar as principais dúvidas a respeito dos termos mais conhecidos desse delicioso universo? Deixe um comentário e conte para nós quais outros conceitos você quer conhecer!

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